É com muito prazer que venho dar continuidade a essa seção em blogs de games. Para quem não conhece ainda, Jornada Gamer são postagens especiais onde trato de analisar jogos extensos demais, ou uma série de jogos de uma mesma franquia, fazendo assim várias postagens, como se fosse análises mais ou menos em forma de "diário de bordo". E não há jogo mais épico que Final Fantasy para se começar uma seção dessas. Vamos começar falando um pouco da saga, e batendo um papo de como conheci esse universo fantástico.
Conhecido pelos seus famosos summons / invocações / eidolons, sistema de batalhas, mundos complexos, personagens carismáticos e um universo cheio de monstros icônicos, como é o caso dos Chocobos e Moogles, foi que Final Fantasy se firmou como um dos RPGs mais aclamados no mundo. Cada jogo da franquia contém um mundo totalmente independente um do outro, não fazendo qualquer ligação em questão de enredo - com exceção de algumas sequências, Theatrhythm, e Dissidia, jogos que reúnem todos protagonistas principais e vilões da saga em uma batalhas fora do comum. Porém, cada mundo é composto de elementos que lembram a série, como a nomenclatura dos itens, magias, ou ainda monstros, o que nos leva a imaginar todo um universo como se cada jogo da franquia fossem planetas distribuídos em galáxias diferentes. E apesar de não conter mais a mesma equipe original, a franquia lança jogos até hoje, chegando a lançar mais de 30 games, contando também com os spin-offs.
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| Mocinhos vs Bandidões |
No entanto, Final Fantasy nem sempre foi uma série de sucesso, mas quando se tornou, salvou a Square da beira da falência. Bom, isso foi a muito tempo atrás, quando a empresa lançava apenas jogos que não davam certo. Foi então que a equipe, bem pequena naquela época, liderada por Hironobu Sakagushi, decidiram lançar a sua última cartada, se o game não vendesse eles desistiriam da empresa e provavelmente muito dos jogos de RPG que conhecemos hoje não existiria. É exatamente por isso que Final Fantasy tem "Final" em seu nome, pois era para ser o último mesmo. Porém, a equipe não gostava nem um pouco da ideia desse nome, queriam na verdade "Fighting" Fantasy, mas não puderam por causa de direitos autorais (ainda bem, né?).
Foi ai que a equipe composta por Sakagushi (diretor), Yoshitaka Amano (designer de personagens e monstros), Nobuo Uematsu (compositor musical), Akitoshi Kawazu (co-designer), Nasir Gebeli (programador) e Kenji Terada (produção dos cenários), inspirados em RPGs como Dragon Quest, e em obras literárias como Lord of The Rings de Tolkien, começaram a trabalhar em um RPG + fantasia medieval que tivesse pitadas mitológicas de várias partes do mundo todo. A combinação deu super muito certo, obrigado!
Em 1987 foi lançado para Famicom (versão nipônica do NES) Final Fantasy. O game bombou salvando a Square do fundo do poço, e logo no ano seguinte Final Fantasy II foi lançado, também exclusivo para o Japão. Mas como podem imaginar o sucesso não parou por ai, e foi aproveitando o marketing e sucesso de seu contemporâneo Dragon Quest no ocidente que decidiram junto com a Nintendo lançar a "Fantasia Final" para essas bandas do globo também, afinal, RPGs já eram muito aclamados aqui no final da década de 80. E justamente por causa destes jogos que RPGs orientais começaram a ganhar fama pela mundo todo.
A partir daí a equipe de Sakagushi foi crescendo, ganhando fama, e lançando outros FFs, cada vez mais e mais. Destaque para FF VI, considerado pelos fãs um dos melhores Final Fantasies para Super Nintendo (e de todos também), pois aproveitou como nenhum outro game a potência do console de 32 bits, em termos de tamanho de jogo, roteiro, gráficos e som. FF VII também pegou uma boa hype dos fãs por causa da super nave espacial que havia chegado, o Playstation One, o primeiro game da série com gráficos inteiramente em 3D e que contava com cenas em CGs, ou cenas de computação gráfica, que apesar de serem meio tronxas hoje, na época era o que havia de melhor!
E foi mais ou menos nessa época, no final da década de 90, que conheci a saga, e ainda sim não foi pelo Playstation, foi pelo SNES com Final Fantasy IV, ou FF II americano. Aliás, existe uma grande confusão entre algumas pessoas que não conhecem bem a franquia, eu mesmo me confundia muito no início. Como o Final Fantasy III original foi o primeiro lançado no ocidente, ele chegou aqui como FF I, pois ninguém conhecia os outros games na época por essas bandas. E isso continuou até o sexto jogo original japonês, que aqui foi lançado primeiro como FF IV (passei muito tempo jogando FF VI pensando piamente que era FF IV, veja só!). Mas então a Square decidiu sincronizar tudo no sétimo game, finalmente, devido a fama global indiscutível, e pretendendo evitar futuros problemas de marketing.
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| FF VIII: Outro grande sucesso para PS One. |
Pois bem, cheguei a zerar o FF IV, joguei um pouco do FF VI e pulei direto pro FF VIII, finalizando-o, e enamorando de vez com saga. Daí me mudei para a capital e conheci amigos com gosto em comum por RPGs, e foi num fatídico dia zerando FF X, para Playstation 2, que tive a vontade de fazer essa jornada, já a alguns anos atrás, com intuito de zerar todos os games principais da série (e spin-offs se desse tempo). Criei um blog de games com amigos, chamando-o de Bitando, que com o tempo acabou por falta de tempo, e aqui estou eu novamente retomando esse sonho.
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| Yuna, personagem de FF X, invocando Ifrit e Ixion, em Duodecim. |
Ou seja, a jornada já foi iniciada a um tempo atrás, e fui até o quarto jogo da saga, e agora vou continuar repostando as análises antigas com uma bela revisão de texto antes, claro, e a partir daí continuar de onde parei, agora pra valer! Ah, muitos remakes foram feitos do primeiro Final Fantasy para outras plataforma, e são feitos até hoje. Por isso, posso adiantar que vou zerando geralmente os jogos com mais conteúdos, ou seja, as vezes vai ser um remake, justamente para postar tudo o que tiver de melhor para vocês, certo?
É isso, espero que tenha conseguido passar um pouco de meu entusiasmo pra vocês, e que realmente se empolguem, pois o que estar por vir será épico. A primeira parte dessa jornada já está na agulha, e semana que vem recomeço com a análise de Final Fantasy, o primeiro game da série!











Conheci essa gloriosa franquia pelo Playstation com Final Fantasy IX, foi paixão a primeira vista e hoje é uma das (se não a) minha franquia preferida de RPG. Não cheguei a zerar todos ainda mas to perto de conseguir, e ótimo post, cara o/
ResponderExcluirÉ isso ai Thiago, vamos a luta que conseguimos. FF IX também é uma maravilha, joguei um pouco do primeiro CD. E valeu pela força!
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